Estrias: Prevenção e tratamentos

As estrias são vilãs antigas, inimigas que nenhuma mulher deseja ter que enfrentar. Elas aparecem diante da ruptura das fibras de colágeno e elastina, o que acontece quando há uma distensão exagerada da pele ou devido a alterações hormonais.

Costumam atacar principalmente as coxas, nádegas, seios, abdome (especialmente na gravidez) e dorso do tronco (no caso dos homens). Inicialmente, as lesões são avermelhadas ou rosadas, evoluindo depois para um tom esbranquiçado. Fatores hormonais, predisposição genética, ganho de peso e o famoso “efeito sanfona” estão entre as principais causas do problema.

Importante lembrar que as estrias são irreversíveis e, portanto, não existe um tratamento que faça a pele voltar a ser exatamente como era antes. Os tratamentos têm por objetivo melhorar o aspecto estético, estimulando a formação de tecido colágeno nas regiões afetadas.

Sendo assim, a prevenção é fundamental e pode ser feita desde cedo. E aqui vão duas dicas bem simples: usar cremes de hidratação potentes e adotar uma alimentação balanceada e saudável, que evite o “engorda-emagrece”. Este efeito sanfona é que provoca o estiramento repentino da pele, levando ao rompimento das fibras colágenas e causando as temidas lesões.

De um modo geral, as estrias são de difícil tratamento. As mais recentes, ou seja aquelas mais vermelhinhas, são as que respondem melhor às técnicas disponíveis. Neste caso, a cor indica que o tecido ainda não foi totalmente comprometido e que há circulação sanguínea no local.

Mas, com o passar do tempo, as linhas vão perdendo gradativamente a tonalidade e tornando-se esbranquiçadas. Nesta fase, é mais complicado tratar. Para surtir bons resultados, precisamos lançar mão de procedimentos mais intensos e profundos, que provoquem uma agressão na pele para que ela reaja produzindo mais colágeno e elastina. Isso vai cicatrizar as lesões de dentro para fora.

O ideal, portanto, é recorrer a um dermatologista assim que as primeiras estrias aparecerem. O tratamento envolve desde o uso de cremes em casa – os melhores são aqueles à base de ácido retinóico – até técnicas mais efetivas feitas em consultório.

Os lasers fracionados não ablativos costumam ser a minha primeira escolha. Eles promovem uma regeneração eficaz da pele, através da produção de colágeno novo. O tratamento é demorado e são necessárias, no mínimo, seis sessões com intervalos de 30 dias entre elas. Durante o período de tratamento a laser, o sol deve ser evitado para não provocar o surgimento de manchas na região.

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