Psoríase: como diagnosticar e tratar?

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A psoríase é uma doença inflamatória crônica da pele, que atinge de 1,5% a 3% da população mundial. Por ser um problema incurável, o desafio encontra-se no convívio diário com a doença. Apesar de não haver cura definitiva, existem hoje formas de tratamento que podem amenizar os seus sintomas, proporcionando ao paciente maior conforto e melhor qualidade de vida.

A doença não é contagiosa e caracteriza-se por lesões avermelhadas, descamativas e em formas de placas, principalmente nos joelhos, cotovelos e couro cabeludo. Outros sintomas incluem pele ressecada e rachada, com coceira, sensação de queimadura e dor. Em alguns casos, o paciente também pode sentir dor nas articulações. Outra característica da psoríase é o aceleramento do processo de renovação celular. Isso significa que a célula velha ainda não saiu e a nova já foi formada, ocorrendo assim uma sobreposição de pele em algumas regiões.

A psoríase, em muitos casos, é causada por fatores genéticos, mas existem agentes externos que são agravantes para o surgimento das lesões, como infecções bacterianas ou virais; lesões na pele como cortes, queimaduras e picadas de inseto; uso de alguns medicamentos; falta ou excesso de luz solar; estresse e o consumo excessivo de bebida alcoólica. Além disso, 70% dos brasileiros que são portadores da doença também sofrem com algum outro problema de saúde relacionado à ela como obesidade, hipertensão ou depressão.

Além dessas características gerais, a psoríase pode ser dividida em diversas categorias, dependendo dos sintomas. A psoríase em placas é a manifestação mais comum da doença. Neste caso, formam-se placas secas, avermelhadas, com escamas esbranquiçadas. A psoríase ungueal afeta os dedos das mãos e dos pés e também as unhas. A unha cresce de forma anormal e, nos casos mais graves, pode vir a esfarelar. Já a psoríase do couro cabeludo faz com que surjam áreas avermelhadas com escamas espessas, assemelhando-se à caspa. Outro tipo é a psoríase gutata, geralmente causada por infecções bacterianas. É caracterizada por pequenas feridas no tronco, braços e couro cabeludo. Há ainda a psoríase invertida, que causa o surgimento de manchas avermelhadas em áreas como axilas, virilhas, embaixo dos seios e ao redor dos genitais. Já a psoríase artropática causa fortes dores nas articulações, além de inflamação e descamação da pele, podendo ainda causar rigidez excessiva. Esta pode estar associada a qualquer forma clínica da psoríase.

As duas formas mais graves são a psoríase eritodérmica e a psoríase pustulosa. Do tipo menos comum, a eritodérmica causa manchas vermelhas em todo o corpo que podem coçar intensamente. Este tipo de psoríase pode ser desencadeado por queimaduras graves, tratamentos intempestivos, infecções ou por algum outro tipo de psoríase mal controlada. Já a psoríase pustulosa é a forma mais rara do problema. Podem ocorrer manchas por todo o corpo ou em áreas menores como mãos, pés ou dedos. Este tipo de psoríase tem desenvolvimento rápido e causa o aparecimento de bolhas de pus, além de febre, calafrios, coceira intensa e fadiga. Reconhecer o tipo de psoríase é essencial na determinação do tratamento adequado.

É essencial praticar uma limpeza adequada da pele, principalmente das áreas atingidas. Desse modo, pode-se prevenir a ocorrência de infecções. Para aliviar a coceira e irritação, pode-se usar loções e cremes, porém o tratamento adequado depende da extensão do problema. Nos casos menos graves, pode-se prescrever corticóides tópicos e hidratantes locais. Já nos casos mais complicados, pode-se optar por antibióticos orais.

Em caso de qualquer sintoma, consulte imediatamente o seu dermatologista para diagnóstico e tratamento adequado!

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